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Georges
P. Sellinas
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São
Paulo, 18 de Fevereiro de 2001
Ao
Jornal Folha de São Paulo
A/C do Painel do Leitor
paineleitor@uol.com.br
DERROTA
OU VITORIA?
Muito se tem ilustrado, com tanto “charlatanismo
orquestrado”, denuncias por todos os canais de comunicação, fora
as “avulsas” manifestações do pobre cidadão, os escândalos
de corrupção, da imoralidade crescente, as ladroeiras, as injustiças,
os abafamentos dos ilícitos, e outras variantes do mal estar, que
crescem no Brasil.
Quando a memória volta a funcionar, (ausente, uma característica
da nossa sociedade), o sensacionismo e a fofoca entram em ação,
para detonar o bem estar de cada cidadão.
O senador Antônio Carlos Magalhães, ao entregar o
comando do Senado ao seu sucessor, fez alguns comentários. Nada de
novo! As denúncias e acusações, tornaram-se uma rotina na vida
cotidiana de cada dia!
Ele (ACM), “rezou” simplesmente, “o pão nosso
de cada dia”! Afirmou o que sempre denunciava. Afirmou, tudo
aquilo que estamos cansados de escutar, de viver e suportar. Nenhuma
novidade! Afirmou, entre outras, a grande imoralidade, omissões,
cumplicidades, conivências existentes no alto escalão e ardeu, por
que? O que ele disse, não faz parte da “rotina” política da Nação?
Nada de novo! Confirmou e repetiu, exatamente aquilo que havia
inclusive declarado o Governador de São Paulo Mário Covas, PSDB
(quando acusado pelos correligionários do seu partido), em 20 de
setembro de 1999 e publicado no dia seguinte pelo Jornal Folha de São
Paulo: “se eu quisesse roubar, roubaria
em São Paulo e não em Brasília, onde a concorrência é enorme”.
Lembra-se?
Vê-se alguma novidade nos inúmeros escândalos que
produz a Capital Federal?
Naquela oportunidade inclusive. O governador (só para
lembrar), chamou o ex-ministro da justiça Renan Calheiros de
“pivete”, “figura menor” e
insinuou que ele é “ladrão”.
Quando confrontado que estava fazendo uma acusação
contra um governo de seu partido, o PSDB, o governador respondeu:
“E dai? A acusação que me foi feita também não partiu de um
aliado do governo?
Nenhuma novidade. Por que tanto “desentendimento”
e comentários contra Antônio Carlos Magalhães? Não estamos
vivendo um regime “enfeitado” por tantos escândalos?
Georges
P. Sellinas
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