A EXEMPLO:

O Governador da Bahia César Borges (PFL) Escreveu à Itamar Franco: "Em um momento em que tantos que antes endeusavam o senador Antônio Carlos Magalhães o atacam", - e continua: - "E agora, o que vimos? Uma análise melancólica da nossa imprensa que, mais uma vez, serve ao poder e torna esse senador uma figura execrável". (Folha 01/03/2001)

OMISSÃO DE PUBLICAÇÃO: 

 

CARTA NÃO ATENDIDA PELA FOLHA DE SÃO PAULO EM 18/02/2001

 

 

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São Paulo, 18 de Fevereiro de 2001

Ao Jornal Folha de São Paulo

A/C do Painel do Leitor

paineleitor@uol.com.br  

DERROTA OU VITORIA?

Muito se tem ilustrado, com tanto “charlatanismo orquestrado”, denuncias por todos os canais de comunicação, fora as “avulsas” manifestações do pobre cidadão, os escândalos de corrupção, da imoralidade crescente, as ladroeiras, as injustiças, os abafamentos dos ilícitos, e outras variantes do mal estar, que crescem no Brasil.

Quando a memória volta a funcionar, (ausente, uma característica da nossa sociedade), o sensacionismo e a fofoca entram em ação, para detonar o bem estar de cada cidadão.

O senador Antônio Carlos Magalhães, ao entregar o comando do Senado ao seu sucessor, fez alguns comentários. Nada de novo! As denúncias e acusações, tornaram-se uma rotina na vida cotidiana de cada dia!

Ele (ACM), “rezou” simplesmente, “o pão nosso de cada dia”! Afirmou o que sempre denunciava. Afirmou, tudo aquilo que estamos cansados de escutar, de viver e suportar. Nenhuma novidade! Afirmou, entre outras, a grande imoralidade, omissões, cumplicidades, conivências existentes no alto escalão e ardeu, por que? O que ele disse, não faz parte da “rotina” política da Nação? Nada de novo! Confirmou e repetiu, exatamente aquilo que havia inclusive declarado o Governador de São Paulo Mário Covas, PSDB (quando acusado pelos correligionários do seu partido), em 20 de setembro de 1999 e publicado no dia seguinte pelo Jornal Folha de São Paulo: “se eu quisesse roubar, roubaria em São Paulo e não em Brasília, onde a concorrência é enorme”. Lembra-se?

Vê-se alguma novidade nos inúmeros escândalos que produz a Capital Federal?

Naquela oportunidade inclusive. O governador (só para lembrar), chamou o ex-ministro da justiça Renan Calheiros de “pivete”, “figura menor” e insinuou que ele é “ladrão”.

Quando confrontado que estava fazendo uma acusação contra um governo de seu partido, o PSDB, o governador respondeu: “E dai? A acusação que me foi feita também não partiu de um aliado do governo?

Nenhuma novidade. Por que tanto “desentendimento” e comentários contra Antônio Carlos Magalhães? Não estamos vivendo um regime “enfeitado” por tantos escândalos?

      Georges P. Sellinas

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