Revista ÉPOCA 176 DE 1° DE OUTUBRO, 2001

Transcrição Parcial
.

SENADO

Os últimos dias da lenta agonia
.

Jader Barbalho pensa nas eleições de 2002 e prepara renúncia ao mandato para preservar os direitos políticos
.
Jader afirma ter negado R$ 600 mil ao deputado Robson Tuma (PFL-SP). O dinheiro serviria à campanha de Tuma, pai de Robson, à prefeitura de São Paulo, em 2000.

    Clique na foto para ampliar toda a reportagem

.

EXPEDITO FILHO E GERSON CAMAROTTI, DE BRASÍLIA

Jader reservou as palavras mais cruéis ao senador Romeu Tuma (PFL-SP). Evocou Deus e o diabo para julgar a ambos. Disse que Tuma, vítima recente de um enfarte, estava mais perto da morte e, portanto, do Juízo Final. Comparou as investigações no Conselho de Ética aos inquéritos contra presos políticos forjados durante o regime militar no Departamento de Ordem Política e Social (Dops) com o auxílio de organizações paramilitares de repressão. Mencionou também o esquema de cooperação entre  

polícias políticas do Cone Sul, chamado de Operação Condor, no cerco a opositores dos governos militares do período. A associação com o passado de Tuma é inevitável. O senador paulista foi diretor do Dops em São Paulo. Na véspera, Jader antecipou a dois amigos o ataque a Tuma. Disse que o senador se empenha em condená-lo por razões nada edificantes. Jader afirma ter negado R$ 600 mil ao deputado Robson Tuma (PFL-SP). O dinheiro serviria à campanha de Tuma, pai de Robson, à prefeitura de São Paulo, em 2000.

BARBALHO: Ataca o Xerife