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Márcio
Pacelli
Na
semana passada, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro,
encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o senador
Luiz Otávio (PPB-PA). Em 1992, ele pegou emprestados 12 milhões de
reais do Banco do Brasil para construir treze balsas e sumiu com o
dinheiro.
Só
na Câmara existem 42 pedidos de licença para processar deputados.
Desses, 27 envolvem acusações de crimes pesados que prevêem pena de
prisão para os responsáveis. O deputado Remi Trinta (PL-MA) é o campeão
– há quatro pedidos do STF contra ele. O parlamentar é acusado de
estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documentos e até
racismo.
O deputado Fernando Gonçalves (PTB-RJ) é acusado de
aumentar o número de leitos de um hospital para,
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com isso, obter mais
repasses da Previdência Social. Seu colega, o deputado José Aleksandro
(PSL-AC), suplente de Hildebrando Pascoal – aquele que foi cassado por
uso de motosserra contra seres humanos –, também é alvo de dois
pedidos de licença do STF. É acusado de falsificar documentos e se
apropriar indevidamente de recursos públicos quando era vereador em Rio
Branco.
Contra o deputado
Eurico Miranda (PPB/RJ) há um pedido de processo por crime de lesão
corporal contra os torcedores que foram atingidos pelo alambrado do estádio
de São Januário, que desabou no ano passado. No Senado, além de Luiz
Otávio, cujo pedido de licença deve chegar nos próximos dias, existem
quatro parlamentares com processos trancados – todos por crime de
opinião em ações movidas por pessoas que se sentiram ofendidas.
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