SÃO INÚMERAS AS RAZÕES QUE CONTRIBUÍRAM NO DESENVOLVIMENTO DA CRIMINALIDADE NO BRASIL!!!

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VEJAM A SEGUIR APENAS ALGUNS DESTAQUES:

Revista ISTOÉ, 12 de Janeiro de 1994

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Armas clandestinas.

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DESTAQUE: QUEM PROMOVEU A CRIMINALIDADE NO BRASIL? A SEGUIR A RESPOSTA!!!

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• Foi com espanto que o coronel Wilson Romão, diretor do Departamento de Polícia Federal, descobriu, nos primeiros dias da semana passada, um novo tipo de comércio clandestino praticado intramuros do órgão sob seu comando. Tratava-se da venda de portes de arma com validade nacional, concedidos por superintendentes da Polícia Federal nos Estados. No Rio, por exemplo,

portes de arma desse tipo, que dão direito ao uso de pistola ou revolver em todo o País, estavam sendo negociados ao preço base de US$ l mil. Um deles foi encontrado, dias depois da venda, no bolso de um bandido da Baixada Fluminense. Agora, por ordem de Romão, portes nacionais só serão concedidos em Brasília. E pelo próprio Romão.

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Folha de São Paulo, 15 de Fevereiro de 1999

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O equipamento do crime

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Em São Paulo, traficantes de armas sofrem a "concorrência desleal" de policiais corruptos

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A figura aventurosa do "mercador de armas", envolta em mistérios, não existe mais. Como demonstrou reportagem publicada pelo Jornal da Tarde, esse comércio é feito aqui em São Paulo às escâncaras, com acesso facilitado por telefone celular ou pager. Intermediários existem apenas para a entrega da mercadoria. A repórter Marinês Campos acompanhou a venda, por telefone, de uma arma de grosso calibre, de uso privativo das Forças Armadas. Se quisesse, poderia negociar fuzis ou metralhadoras. Em qualquer quantidade.

A facilidade com que se pode encontrar o negociante de armas só é menos impressionante que as condições do comércio reveladas por ele à repórter. A primeira revelação é um segredo de Polichinelo. O negociante de armas afirma não existir qualquer dificuldade para que a mercadoria vinda de Miami, Europa ou Israel entre no País pelos portos e aeroportos, bem como por pistas de pouso clandestinas. Não são pistas clandestinas localizadas nos grotões do Brasil. O traficante garante que elas existem "em número suficiente no Estado de São Paulo". Quanto à repressão ao contrabando, o mercador de armas foi muito claro: "É preciso conhecer o caminho das pedras." As barreiras dos portos e aeroportos regulares - onde as malas dos turistas são rigorosamente revistadas e as mercadorias importadas legalmente só são liberadas após demorada burocracia - são transpostas facilmente: "Tudo é uma questão de preço", garante o traficante.

O mercador diversificou seu negócio. Em vez de vender, muitas vezes ele faz o leasing das armas contra módica "participação nos lucros" - em torno de 10% a 20% - do assalto. Não receia prejuízos, pois, como explicou o negociante, "ninguém assalta banco ou 

carro-forte sem saber quanto irá encontrar". E os informantes são confiáveis: "98% das informações vêm de dentro, dos funcionários."

E a polícia? Conforme mostrou o comerciante de armas, a verdadeira dificuldade que a polícia representa nesse tipo de negócio não é a repressão, mas a concorrência. Queixa-se o traficante de armas que os ladrões estão "descapitalizados", porque os policiais corruptos "estão tomando tudo". O preço dos acertos com os policiais aumentou muito - oscilam entre R$ 20 mil e R$ 50 mil - dependendo do volume de dinheiro envolvido no negócio. Como os policiais corruptos aceitam armas em pagamento dos acertos, revendendo-as depois por preços menores, o "mercado" já não é tão lucrativo. A situação agravou-se depois que os policiais corruptos passaram a esticar os prazos de pagamento, criando o "cred-crime", com entrada de 20% do produto do crime e o restante em prestações.

No momento em que o governo tenta implantar uma nova política de segurança pública para São Paulo, a descrição dos negócios desse traficante de armas é particularmente chocante. Poucas vezes as ligações da polícia com o crime foram tão cruamente descritas, como na entrevista conduzida pela repórter Marinês Campos. Se há um mercado de "informações privilegiadas" que orientam os assaltos a bancos, se mercadores de armas agem livremente e se policiais corruptos se juntam a eles para "financiar" o crime, fica claro que o primeiro passo de uma nova política de segurança deverá ser a "limpeza" da instituição policial. Nenhuma política de segurança pública pode prosperar enquanto um traficante de armas afirmar com tanta tranquilidade que, "hoje, a compra de policiais é muito fácil".

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Jornal da Tarde: 30 de Novembro de 1992

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Delegado nega acusações

DENÚNCIAS ENVOLVEM TAMBÉM ASSESSOR DE TUMA

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"Perpétuo faz parte do seleto grupo de delegados de confiança do secretário da PF, Romeu Tuma",
"Segundo a Corregedoria do PF, o maior índice de corrupção praticada por policiais federais é em Foz do Iguaçu".

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O secretário de Segurança de Alagoas, Wilson Alfredo Perpétuo, contesta as acusações de contrabandista de café e armas feitas contra ele e, sem citar nomes, as atribui a uma "armação" de antigos inimigos, que estariam envolvidos com o crime organizado no Paraná. De todas as denúncias, o secretário assume apenas a de ter trocado uma carga de uísque contrabandeado por comida para os presos. "Não podia deixar os presos morrerem de fome", disse, acrescentando que a bebida ficou com o dono de um hotel paranaense.

Perpétuo faz parte do seleto grupo de delegados de confiança do secretário da PF, Romeu Tuma, mas a corte onde impera é mesmo em Foz do Iguaçu, principalmente nas dependências do hotel Carimã, onde costumava tomar café da manhã com Ermínio Gatti, dono do hotel, quando era diretor da Divisão da PF. Segundo a Corregedoria do PF, o maior índice de corrupção praticada por policiais federais é em Foz do Iguaçu.

Há outras denúncias envolvendo a atuação da PF. Desde setembro o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, tenta checar uma grave denuncia contra o chefe de gabinete de Tuma, delegado Mauro Spósito. Ele é acusado de pelo menos ter sido omisso em relação à fuga do mafioso italiano Umberto Ammaturo, das dependências da superintendência da PF em Brasília. A deputada Raquel Cândido (PRN-RO) garante estar finalizando um dossiê sobre o envolvimento de agentes e "importantes funcionários" da PF com o narcotráfico. As denúncias contra Spósito foram levadas a Passarinho pelo ex-diretor da 

Vasp, Luís Carlos Andreacci, ligado aos traficantes dos cartéis de Cali e Medelin.

Numa audiência  com o ministro, Andreacci garantiu que Spósito sabia que, em novembro de 1990, o mafioso fugiria.

Antes de conseguir falar com o ministro, levado pelo próprio Mauro Spósito, que não participou da conversa, Luís Carlos enviou sua denúncia, e outros casos de irregularidades envolvendo delegados da PF, a diversos parlamentares.

No dossiê contra Spósito, em poder de Passarinho, ele conta que acompanhou — da cela onde estava detido, próxima à do mafioso — todo o plano de fuga de Ammaturo, que escapou da prisão junto com o traficante israelense Reuven Tenammee. Até agora, a única pessoa punida foi o agente da PF Roberto Pires, expulso do órgão por ter recebido US$ 120 mil para facilitar a fuga. Há menos de duas semanas, Andreacci, brasileiro naturalizado americano, foi extraditado para os EUA. Ele fugiu de uma prisão americana onde cumpria pena par tráfico de drogas e foi detido no Brasil em agosto de 91.

Indicação passou pelo Planalto

Wilson Perpétuo estava afastado da Superintendência de Foz do Iguaçu por causa do inquérito do café e contrabando de uísque, quando foi indicado para a Secretaria de Segurança Pública, de Alagoas por duas pessoas: o delegado de PF, Oscar Camargo, que consultou seu amigo Cláudio Vieira, secretário especial do presidente Fernando Collor.

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CRIME DE PECULATO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA

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Diário do Grande ABC, 07 de Abril de 1992

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Amigo de Tuma é denunciado à Justiça Federal

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Das Agências

O secretário de Segurança do Estado de Alagoas, Wilson de Araújo Perpétuo, que durante quase três anos foi superintendente da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, foi denunciado à Justiça Federal por crimes de peculato e formação de quadrilha. 

A denúncia do procurador da República, João Gualberto Garcez Ramos, foi baseada em inquérito montado pela PF em Curitiba no início do ano passado. Perpétuo é amigo muito próximo do delegado Romeu Tuma, diretor da PF, que visitava Foz do Iguaçu todos os meses na época em que Perpétuo morava na cidade.
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Pois tem mais: