AS "MÁGICAS" PARA GOVERNAR  
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Reportagem, Folha: JOSIAS DE SOUZA

DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 

Foto:Revista ÉPOCA de 22/01/2001

Derrota ou vitoria? Veja DESTAQUE no fim desta página

CONGRESSO

OS PODRES DA 'DERROTA OU VITORIA' 

Ex-presidente do Senado afirma que há ministros no governo que utilizam o dinheiro público para fins escusos.

JADER E FHC SÃO AS MESMAS PESSOAS, DIZ ACM

"Tenho me controlado bastante para não ser um adversário de Fernando Henrique." Quem vê a frase pingando, assim, isolada, dos lábios de Antônio Carlos Magalhães imagina que, mesmo ferido, ele conserva a condição de aliado. Mas quem observa a torrente composta pelo conjunto de suas declarações se espanta. Em entrevista à Folha, ACM afirmou:

FRASES DO SENADOR ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES:

1) "Há no governo ministros que utilizam o dinheiro público para fins escusos";

2) "A guerra (pelas presidências da Câmara e do Senado) foi suja. O dinheiro público teve presença forte. Mudaram até posição de governador (de Roraima)";

3) "Fernando Henrique evidentemente não ficou neutro numa disputa em que a compra de votos foi visível";

Foto: Folha, 17/02/2001

4) "Fernando Henrique ganhou com Jader. Jader e Fernando Henrique são as mesmas pessoas";

5) O presidente "vai ter que agir. Do contrário, o governo dele pode ter êxito econômico, mas não terá êxito moral".

ENTREVISTA PARCIAL DA FOLHA COM ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES EM 16/02/2001

Folha - O sr. já contabilizou os que o traíram?

ACH - Prefiro não fazer a conta. Mas é óbvio que a guerra, foi suja. 

O dinheiro público teve presença forte. Mudaram até posição de governador.

Folha - Que governador?

ACM - Alguns pobres, como o de Roraima (Neudo Campos).

Folha - Ele recebeu dinheiro?

ACM - Ele mudou a orientação de parlamentares, para receber verbas para o seu Estado.

Folha - Verbas de onde?

ACM - Do Ministério dos Transportes (Eliseu Padilha), da Integração Nacional (Fernando Bezerra). Todos sabem como funciona isso.

Folha - O sr. foi responsabilizado peta derrota do PFL. É apontado por Jader Barbalho como grande cabo eleitoral dele. O sr. se considera pai de toda essa reviravolta?

ACM - Eu me considero o homem que teve a coragem de defender a moralidade pública mesmo sozinho. Exibo a minha vida e peço que comparem com a dele. O Ministério Público está com todo o material e deve uma satisfação ao país.

Folha - Quem acompanha a desa vença nota que duas das principais lideranças do Senado consideraram-se mutuamente desonestas. Por que acusações tão fortes se perdem no vento?

ACM - Porque o procurador-geral Geraldo Brindeiro é um homem que não gosta de brigar com ninguém. Vive tangenciando. Tendo recebido denúncias em abril do ano passado, já deveria ter dado uma resposta ao Brasil. Não é possível que a minha figura possa ser comparada em desonestidade, aliás não aceito a sua pergunta, com a de Jader Barbalho.

ACM: Pontos de vista com relação ao ministro Eliseu Padilha: 

ACM - Houve uma mudança de ministério. Sobrou para o Eliseu Padilha a pasta dos Transportes. Ou seria Eliseu "quadrilha"? Nunca sei direito. Acho que é "quadrilha" mesmo.

Folha - Nas mesmas conversas, o sr. teria dito que FHC negou-se a entregar outro cargo a Moreira Franco.

ACM - O presidente brinca muito. Às vezes brinca com verdades. Piada ou não, ele disse a mim que o Moreira Franco queria ir para a BR (Distribuidora), mas que ele não poderia ir para lugar nenhum que tivesse cofre.

Folha - A restrição feita pelo presidente a Jader embutia o aspecto moral?

ACM - Claro que sim. Ele pensava que pudesse haver uma reação maior da imprensa em relação ao nome e às coisas que ele conhecia do passado do Jader.

Folha - Nos últimos anos, o Planalto interpretou declarações suas como uma tentativa de diminuir a autoridade do presidente. Ontem, o Planalto festejava, discretamente, o seu infortúnio...

ACM - Não aceito a palavra infortúnio. Sua qualificação é errada. Sou um vencedor. Covardes são

os que não tiveram a minha atitude, de defesa da moralidade.

A DEFESA DO MINISTRO ACUSADO:

Para ministro, senador pefelista está 'perturbado'

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O ministro Elíseu Padilha (Transportes) disse ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, ao responder às críticas feitas por Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) que "o senador está visivelmente perturbado devido às sucessivas derrotas que vem sofrendo".
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DESTAQUE IMPORTANTE: Folha: 21/09/1999 O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), respondeu ontem as acusações de tráfico de influência feitas pelo ex-ministro Renan Calheiros (Justiça) com um argumento que considera "lógico": se quisesse roubar, roubaria em São Paulo e não em Brasília, onde, segundo ele, "a concorrência é enorme". 
Este destaque, vem a confirmar as acusações de ACM !!!

 
   

 terá continuação