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Folha de São Paulo, 28 de julho de 2000
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Luiz Estevão
liga Tuma a ex-juiz |
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Senador do PFL
nega acusações de ex-colega, cassado no mês passado |
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Folha de São Paulo, 16 de julho de 2000
TRECHOS: Transcrição parcial
| Assessor diz
que fitas são 'pequena parte' |
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| Fábio Simão
disse a amigos que guarda mais revelações contra familiares do senador
Romeu Tuma |
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RUI NOGUEIRA
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
VALÉRIA DE OLIVEIRA
FREE-LANCE PARA FOLHA
Fábio Simão, assessor do senador cassado Luiz Estevão e diretor da rádio OK, de propriedade do ex-senador, e seu assessor de imprensa, Edson Sombra, disseram a amigos, segundo a Folha apurou, que as fitas divulgadas pela revista
"ISTOÉ" são apenas uma pequena parte de um material que tem muito mais revelações sobre mais gente e, principalmente, o senador Tuma (PFL-SP) e o Tuminha (Robson Tuma/PFL-SP, filho do senador).
Sobre novas fitas, ele respondeu que a "operação abafa" não vai funcionar. Romeu Tuma e o filho, Robson, são alvos preferidos por dois motivos: pelo fato de o senador ter dito que só tinha relacionamentos protocolares com o juiz
—"uma piada", disse Sombra— e por ter sido um dos parlamentares mais ativos no processo de cassação do ex-senador Estevão.
A reportagem da Folha procurou Fábio Simão, ontem, na rádio OK.
O porteiro disse que ele não estava e que "havia dias que não o via".
Colaborou Lisandra Paraguassú, da Sucursal de Brasília
Documento liga Tuma a doleiros
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| Alguns, dos
vários casos que envolvem o senador Romeu Tuma com doleiros! |
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Fiel
Transcrição
LUCAS FIGUEIREDO
DA REPORTAGEM LOCAL
Quando esteve à frente da Polícia Federal, Romeu Tuma —hoje senador e candidato do PFL à Prefeitura de São Paulo— não só teve relacionamento com doleiros, como se tomou "compadre" de um deles.
Na semana passada, a revista "IstoÉ" publicou trechos de supostas gravações de telefonemas do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto em que é mencionada a possível ligação de Tuma com um doleiro.
A Folha
obteve documentos que demonstram que, quase dez anos atrás, a PF ignorou acusações e indícios da suposta ligação de um doleiro com um esquema que operava com contrabando de ouro e esmeraldas e
intermediava verbas federais em Brasília.
O doleiro investigado, o libanês naturalizado brasileiro Habib Salim El Chater, era "compadre" de Tuma —à época, chefe da Polícia Federal (leia texto nesta página).
O caso está registrado em 121 páginas de documentos sigilosos da PF, da Polícia Civil de Goiás e do Ministério Público Federal. São cópias de depoimentos, laudos periciais e relatórios de investigação.
O início
Tudo começou em junho de 1990, quando Habib Salim El Chater comprou US$ 200 mil de outros dois doleiros—
Joaquim Elias Mattar e Orion Saraiva Dutra. Os dólares vendidos a El Chater pertenciam originalmente a um "senador" ou a um "deputado", segundo depoimentos de envolvidos no negócio.
A operação foi realizada no estacionamento do Congresso. Os dólares foram entregues dentro de "20
pacotes embrulhados com papel timbrado da Câmara dos Deputados". Depois de fechado o negócio, H Chater descobriu que as notas eram falsas e tentou obter de volta o dinheiro utilizado para pagar os dólares. Mattar e Dutra disseram que não sabiam que o dinheiro era falso, mas se comprometeram com El Chater a trocar o dinheiro falso por US$ 200 mil verdadeiros. Mas, para isso,, precisavam de tempo.
Cinco meses após ser realizada a
operação com os dólares falsos, a PF entrou no
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caso. A versão oficial é que policiais federais encontraram, por acaso, as notas falsas na casa de Mattar quando investigavam o paradeiro de dois traficantes foragidos,
A Polícia Federal então abriu o inquérito 1.267/90 para apurar a origem dos dólares falsos. O delegado designado foi Genival Batista de Souza, que operava mais na parte burocrática e que tinha pouca experiência com investigações.
Na apuração, constatou-se que Mattar e Dutra eram ligados a outro doleiro —
Orlando Rodrigues da Cunha Filho. Este, por sua vez, seria sócio do então deputado federal Sérgio Naya em negócios com dólares e contrabando de esmeraldas, segundo depoimento da garimpeira e contrabandista Jane Maria Resende.
Depoimentos dados ao delegado apontaram que o suposto sócio de Naya também operava "no ramo de assessoramento de prefeituras e empresas e na liberação de verbas federais e financiamentos". Os recursos arrecadados com o tráfico de influência seriam lavados na empresa Águia Turismo, do suposto sócio de Naya.
A contrabandista Jane chegou a confessar que vendera "12 quilos de ouro e aproximadamente cem quilates de esmeraldas" para o parceiro do então deputado fede
ral. Ou seja, na apuração da origem dos dólares falsos comprados pelo "compadre" de Tuma, o delegado da PF Genival Batista de Souza esbarrou num esquema de contrabando de ouro e esmeraldas e de intermediação de verbas públicas. Apesar disso, o delegado não investigou os indícios de contrabando de tráfico de influência, ignorando provas, indícios e depoimentos colhidos por ele mesmo sobre esses supostos crimes.
O delegado tampouco requisitou que esses supostos crimes fossem apurados em outro inquérito. Na apuração relacionada aos dólares falsos, o delegado não perguntou aos depoentes que ouviu quem seria o parlamentar supostamente envolvido no caso.
O presidente do inquérito também não questionou a nenhum dos investigados se eles tinham relações com o então deputado Sérgio Naya. Este, por sua vez, também não foi investigado.
O "compadre" de Tuma chegou a ser indiciado, mas ficou sujeito a uma pena menor que os outros envolvidos (seis meses a dois anos de prisão e multa) por ter declarado não saber que os dólares eram falsos. Ao final do caso, ninguém foi preso. |
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MAIS UM
DOLEIRO E "EX-COLABORADOR
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Jornal
"O Estado de São Paulo", 23 de junho de 1988
Fiel
Transcrição:
Polícia Federal
prende doleiro
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| Conforme
denúncias, este doleiro foi preso porque foi extraviada uma remessa
de dólares ao exterior pertencente à uma "autoridade" da
Polícia Federal. A seguir foi livre devido as ameaças do doleiro
de denunciar as "verdades". |
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Um
dos principais doleiros de São Paulo, o espanhol Manoel Pessino Saes, 58
anos, conhecido por Manolo, foi preso ontem à tarde pela Polícia Federal
a autuado em flagrante, Juntamente com o filho e seu sócio, enquadrados
na Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro. No escritório de Manolo
foram apreendidos US$ 116 mil. documentos e moedas de diversos países.
A
descoberta de um escritório de Manolo em Brasília, na manhã de terça-feira,
possibilitou, segundo os federais, a prisão em São Paulo do doleiro, de
seu filho Manoel Pessino Consciência, 31 anos, também espanhol, e do sócio
brasileiro Paulo Sérgio dos Santos, 41 anos. Todos os meses os três
mandavam para os Estados Unidos entre US$ 600 mil a US$ 700 mil,
depositados em quatro bancos de Nova York.
A
empresa de Manolo, a Arauco Turismo, localizada na avenida São Luiz, 50,
conjunto 32-D, no Centro da cidade, tem um sistema sofisticado de segurança.
Após ter sofrido dois assaltos, o doleiro adotou todo o cuidado,
instalando até mesmo um circuito interno de tevê. Os agentes da
Delegacia Fazendária da Polícia Federal chegaram ao prédio pouco depois
das 13 horas e desarmaram o vigilante.
Manolo
e seu filho estavam conversando e não tiveram tempo para se levantar
de suas cadeiras |
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quando os policiais entraram. Alguns
minutos depois, chegou Paulo Sérgio dos Santos. Os três negaram que
vendiam dólares. Enquanto uma equipe de policiais examinava gavetas,
pastas, o cofre, outros três atendiam os telefones. E, durante as três
horas que ali estiveram, os federais atenderam mais de 50 telefonemas da
Capital, de cidades do Interior e, de outros estados, perguntando sobre a
cotação do dólar e fazendo encomendas. "Houve um comerciante que
pediu para reservar, até o final de semana, 50 mil dólares. Este nós
sabemos quem é", revelou um dos agentes.
No
cofre havia US$, 16 mil em moeda, cheques num total de US$ 100 mil, dez
talões de cheques de quatro bancos de Nova York, onde pai e filho têm
conta, recibos de depósito de quantias que variavam entre US$ 400 mil a
US$ 600 mil, 30 milhões de liras, trancos suíços, marcos, florins e
ienes.
O
delegado Marco Antônio Veronezzi, superintendente da Polícia Federal,
informou ter multas provas contra Manolo e seus sócios, que viajavam para
os Estados Unidos, em média, três vezes por mês. A decisão de autuar
os doleiros na Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro foi de
Veronezzi. "O crime é inafiançável e é o que chamamos de crime do
colarinho branco", disse o delegado. Se condenados, Manoel Saes, o
filho Manoel Consciência e Paulo Sérgio dos Santos poderão ficar na
prisão de dois a seis anos. |
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Jornal da Tarde, 16 de julho de 2000
| Escândalo do
TRT tira apoio de Tuma. Sorte de Alckmin |
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Nomes
fortes do PMDB, que fechou coligação com o PFL, já ensaiam uma
debandada para o lado de Alckmin.
O
comando da campanha do tucano confirma a tentativa de migração. |
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Jornal da Tarde, 17 de julho de 2000
Cintra faz ataque ao 'xerife'
Folha de São Paulo, 21 de julho de 2000
Tuma é o parlamentar mais
chamado por Nicolau.
O Estado de São Paulo, 22 de julho de 2000
Bornhausen admite desgaste da
candidatura Tuma.
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