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ELIANE CANTANHÊDE
BRASÍLIA
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Desde que o governador Mário Covas deixou o cargo, a preocupação de Geraldo Alckmin é fazer a transição bem devagar, assumir para valer só na hora certa e entrar no ano eleitoral com o "seu" governo.
Mas governar é administrar crises, e Alckmin não faz outra coisa. O PCC, a megarrebelião de 29 presídios, o
seqüestro de Silvio Santos, a morte do seqüestrador Fernando Dutra Pinto, os assassinatos de Toninho do PT em Campinas e agora de Celso Daniel em Santo André. Sem falar na rotina de desemprego e miséria.
Não é fácil Além da dor de cabeça e da insônia, faz um estrago danado em biografias, imagens e candidaturas, principalmente em ano eleitoral. Mas líderes e bons políticos se fazem na adversidade.
Se a morte de Celso Daniel fosse a 15 dias ou a um mês da eleição, Alckmin estaria frito. Seria como o efeito CSN a favor do PT, ou como o efeito Abílio Diniz contra o PT. Mas, a nove meses, Alckmin tenta algo como o "efeito Bush": o
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