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A
morte do jornalista Viadimir Herzog, em outubro de 1975, ganhou na
semana passada um capítulo novo. Na segunda-feira, o ex-torturador
Antônio Saito, de 48 anos e ascendência japonesa, apareceu
enforcado em sua cela no 91° Distrito Policial, em São Paulo, onde
estava preso por estelionato. Um dia antes de morrer, Saito deixou
com o seu advogado uma carta com uma denúncia minuciosa. Ali, ele
acusa o coronel do Exército Dalmo Lúcio Muniz Cyrillo e o delegado
Waldomiro Bueno Filho de terem assassinado o jornalista nos porões
do DOI-Codi. Mais adiante, conta a quem pertencia o cinto que
enforcou Herzog e encerra explicando que o delegado aposentado Pedro
Mira Grancieri, o "capitão Ramiro", até agora o
principal suspeito de matar Herzog, apenas ajudou a simular o
suicídio, colocando o corpo do jornalista na cela.
"A
tortura foi feita com choques elétricos (maquinetas de telefone de
campanha do Exército), sendo amarrada uma das pontas na cabeça de
seu pênis e a outra no seu ânus", "sua cabeça
mergulhada dentro de um tambor com água e enxofre até a sua morte.
"O cinto de couro que o enforcou era do agente "Péricles,
do Rio Grande do Sul".
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