Revista VEJA, 19 de agosto de 1992

Transcrição parcial:

Enforcamento de Herzog 

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A MORTE DE VLADIMIR HERZOG

A morte do jornalista Viadimir Herzog, em outubro de 1975, ganhou na semana passada um capítulo novo. Na segunda-feira, o ex-torturador Antônio Saito, de 48 anos e ascendência japonesa, apareceu enforcado em sua cela no 91° Distrito Policial, em São Paulo, onde estava preso por estelionato. Um dia antes de morrer, Saito deixou com o seu advogado uma carta com uma denúncia minuciosa. Ali, ele acusa o coronel do Exército Dalmo Lúcio Muniz Cyrillo e o delegado Waldomiro Bueno Filho de terem assassinado o jornalista nos porões do DOI-Codi. Mais adiante, conta a quem pertencia o cinto que enforcou Herzog e encerra explicando que o delegado aposentado Pedro Mira Grancieri, o "capitão Ramiro", até agora o principal suspeito de matar Herzog, apenas ajudou a simular o suicídio, colocando o corpo do jornalista na cela.

"A tortura foi feita com choques elétricos (maquinetas de telefone de campanha do Exército), sendo amarrada uma das pontas na cabeça de seu pênis e a outra no seu ânus", "sua cabeça mergulhada dentro de um tambor com água e enxofre até a sua morte. "O cinto de couro que o enforcou era do agente "Péricles, do Rio Grande do Sul".

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Revista ÉPOCA, 20 de dezembro de 1999

A farsa da morte de Vladimir Herzog

As torturas de Herzog

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