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A
nossa justiça
Especialização:
A nobre função jurídica
transformou-se em mero despachante judicial, vivendo da burocracia processual.
Trabalho:
Juízes e MP reclamam
do excesso de processos, mas não publicam a produtividade de cada promotor e
juiz na internet para o povo ver quem não trabalha.
Custo
e eficiência:
Paga-se
altos salários a um juiz ou promotor para ficar batendo carimbos em ações de
divórcio amigável, inventários sem conflito, furtos simples. Num país em que faltam escolas, hospitais e segurança
pública chega a ser desumano.
Problemas:
Criar solução para o povo, é criar problema para a classe jurídica, pois o
cidadão tem de ser estimulado a jogar na loteria jurídica para que os juristas
possam lucrar com o caos. Em suma, espalham o vírus da lentidão processual e
do litígio e vendem seus remédios. Ou seja, tratar sempre, mas curar nunca.
Colaboração:
Não há interesse da classe jurídica
em auxiliar o Legislativo a fazer boas leis, pois, quanto maior a lacuna na lei,
mais importante fica a função do intérprete.
Poder:
Alguns
acham que são donos do Poder Judiciário e do MP, numa espécie moderna de
coronelismo, condenando os que ousam discordar, usando falso processo formal,
mas tendencioso, iniciado e julgado por uma classe jurídica que tem interesse
em coibir os questionamentos. Uma forma de silenciar mais sutil do que a da
ditadura militar.
Referências:
André
Luís Alves de Melo/Jornal do Brasil, 25/02/2002
Destaque:
O Poder Judiciário é desarmado e não pode ficar exposto à sanha
vingativa ou reivindicatória do crime organizado.
Carlos
Miguel Aidar Tendências/Debates Folha de São Paulo, 27/02/2002 |