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agosto de 2002
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Para Kenneth Maxwell, acordo potencializa
risco de uma crise ainda maior daqui a alguns meses
Ajuda do FMI só adia colapso, diz britânico (sobre
o pacote de US$ 30 bilhões aprovado em julho de 2002) "A consequência mais preocupante é que, a partir de agora, os riscos serão ainda maiores para o Brasil e para o FMI, porque, quando vier, a quebra será muito maior" "O que o FMI parece esquecer é que o Brasil é uma democracia e está em período eleitoral. No fim das contas, a sociedade brasileira tem voz, e essa voz pedirá em outubro crescimento econômico, menos desemprego, mais oportunidades de estudos e mais segurança" "Wall Street tem uma interpretação errada de que a vitória de Serra representaria a continuidade, a transferência para o próximo governo de uma coalizão que sustentou o atual governo. Só que essa coalizão foi destruída há meses. Isso não entra na cabeça deles" "Se FHC tivesse saído quatro anos atrás, teria saído como herói, mas, agora, creio que sairá talvez como saiu Alfonsín" KENNETH ROBERT MAXWELL |
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São Paulo,
segunda-feira, 12 de agosto de 2002 |
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SAIBA MAIS Historiador é um dos brasilianistas mais respeitados REDAÇÃO Tornou-se conhecido pelo livro "A Devassa da Devassa" (1973), no qual propôs nova interpretação sobre a Inconfidência Mineira. Escreveu também a biografia "Marquês de Pombal -Paradoxo do Iluminismo" (1995) e a coletânea de ensaios "Chocolate, Piratas e Outros Malandros" (1999). Também é autor de "A Formação da Democracia Portuguesa" (1995), um estudo sobre os desdobramentos da Revolução dos Cravos, de 1974.
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