agosto de 2002



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Para Kenneth Maxwell, acordo potencializa risco de uma crise ainda maior daqui a alguns meses
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Eduardo Knapp/Folha Imagem

Kenneth Robert Maxwell, um dos principais estudiosos de Brasil no exterior, durante entrevista na sede da Folha, em São Paulo

Ajuda do FMI só adia colapso, diz britânico

(sobre o pacote de US$ 30 bilhões aprovado em julho de 2002)

FRASES

"Creio que esse pacote [com o FMI] não será suficiente para acalmar as pessoas de fora que são responsáveis pela abertura de linhas de crédito"

"A consequência mais preocupante é que, a partir de agora, os riscos serão ainda maiores para o Brasil e para o FMI, porque, quando vier, a quebra será muito maior"

"O que o FMI parece esquecer é que o Brasil é uma democracia e está em período eleitoral. No fim das contas, a sociedade brasileira tem voz, e essa voz pedirá em outubro crescimento econômico, menos desemprego, mais oportunidades de estudos e mais segurança"

"Wall Street tem uma interpretação errada de que a vitória de Serra representaria a continuidade, a transferência para o próximo governo de uma coalizão que sustentou o atual governo. Só que essa coalizão foi destruída há meses. Isso não entra na cabeça deles"

"Se FHC tivesse saído quatro anos atrás, teria saído como herói, mas, agora, creio que sairá talvez como saiu Alfonsín"

KENNETH ROBERT MAXWELL

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São Paulo, segunda-feira, 12 de agosto de 2002



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SAIBA MAIS

Historiador é um dos brasilianistas mais respeitados

REDAÇÃO

O historiador britânico Kenneth Maxwell é um dos mais respeitados brasilianistas da atualidade. Hoje radicado nos Estados Unidos, Maxwell participa do Council on Foreign Relations (Conselho para Relações Internacionais), de Nova York. Lecionou nas universidades Yale, Princeton e Columbia.

Tornou-se conhecido pelo livro "A Devassa da Devassa" (1973), no qual propôs nova interpretação sobre a Inconfidência Mineira. Escreveu também a biografia "Marquês de Pombal -Paradoxo do Iluminismo" (1995) e a coletânea de ensaios "Chocolate, Piratas e Outros Malandros" (1999). Também é autor de "A Formação da Democracia Portuguesa" (1995), um estudo sobre os desdobramentos da Revolução dos Cravos, de 1974.

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