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Governantes
(Roberto Martins, presidente do IPEA - Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada -), tiveram ainda a coragem de ofender e
desmentir o relator especial da ONU, Jean Ziegler, 68 anos,
professor de sociologia em Genebra e na Sorbonne e ex-deputado do
Partido Socialista, por apontar as verdades que ocorrem no Brasil.
Ele disse: "Brasil vive uma guerra social, que superou três
vezes os índices de assassinatos estipulados pela ONU, na guerra,
cujo número no Brasil supera a casa de 40.000 assassinatos por
ano."
E
acrescenta: "Há uma guerra de classes no Brasil. São 40 mil
assassinatos por ano, de acordo com as estatísticas do Ministério
da Justiça. Para a ONU, 15 mil mortos por ano são indicador de
guerra."
Em 9
anos na guerra no Vietnam foram mortos 50 mil americanos. A intifada, que já dura 18 meses e toma
de assalto todos os dias as TVs do mundo, com homens bomba palestinos se
imolando em bares e cafés das cidades israelenses, e tanques de guerra de
Israel atirando com canhões em ruas de cidades palestinas, matou até agora
cerca de 1.700 palestinos e israelenses. É incrível mas é verdadeiro. Ainda
é mais seguro andar nas ruas de Ramallah ou Jerusalém do que nas grandes
cidades brasileiras.
É
uma vergonha Sres. administradores da falsa sociologia do Brasil!!!
"No
Brasil, [...] a fome é um genocídio, não uma fatalidade".
Tudo isso numa terra fértil, riqueza e um clima tropical. Comparou o Brasil ao
Níger, um dos países mais
pobres do mundo, mas fez uma ressalva: ''No Níger há fome porque não há
nada, só areia e rocha."
São
23 milhões de desnutridos no país, sendo que a Igreja Católica
aponta 44 milhões e 55 milhões de famintos, respectivamente. Estes
dados concluem que no Brasil, um terço da população brasileira é
afetada pela subalimentação.
E
finaliza: "Uma das coisas que mais o chocaram
na viagem foi a superlotação das delegacias policiais. Afirmou ter
encontrado mais de 200 jovens delinquentes em uma delegacia, em São
Paulo, que tinha capacidade para 20 presos e que muitos deles
esperavam até três anos por julgamento. "A Justiça não
funciona", concluiu."
CRÍTICA:
Quando aparece alguém como o Sr. Ziegler para falar das
mazelas do país, nossas autoridades se ofendem e repudiam com veemência. Não
entendo, pois ele trabalhou com dados fornecidos pelo próprio governo, e o
roteiro de visitas foi acertado com nossas autoridades, tanto que o Maranhão
ficou de fora das visitas. Nem precisava visitar, o IBGE já disse tudo sobre
o Estado.''
Mas
não é só isto que se destaca no Brasil: O serviço escravo,
permanece em muitos dos chamados "coronéis de fazenda".
é o deputado Inocêncio de Oliveira (PFL-PE), que o diga.
Policiais
federais constataram que em sua fazenda no interior do Maranhão, de
8.000 hectares, mantém, além de 2.800 cabeças de gado, 50
trabalhadores rurais em situação considerada semelhante à
escravidão. Pois é, é um servidor do povo para mantê-los
escravos! |