Do Noticiário, Março de 2002

Críticas: de Georges P. Sellinas

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Uma  verdade inacreditável

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GENOCÍDIO: A PESQUISA DO ENVIADO DA ONU JEAN ZIEGLER

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O país da fome assassina

Governantes (Roberto Martins, presidente do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -),  tiveram ainda a coragem de ofender e desmentir o relator especial da ONU, Jean Ziegler, 68 anos, professor de sociologia em Genebra e na Sorbonne e ex-deputado do Partido Socialista, por apontar as verdades que ocorrem no Brasil. Ele disse: "Brasil vive uma guerra social, que superou três vezes os índices de assassinatos estipulados pela ONU, na guerra, cujo número no Brasil supera a casa de 40.000 assassinatos por ano."

E acrescenta: "Há uma guerra de classes no Brasil. São 40 mil assassinatos por ano, de acordo com as estatísticas do Ministério da Justiça. Para a ONU, 15 mil mortos por ano são indicador de guerra."

Em 9 anos na guerra no Vietnam foram mortos 50 mil americanos. A intifada, que já dura 18 meses e toma de assalto todos os dias as TVs do mundo, com homens bomba palestinos se imolando em bares e cafés das cidades israelenses, e tanques de guerra de Israel atirando com canhões em ruas de cidades palestinas, matou até agora cerca de 1.700 palestinos e israelenses. É incrível mas é verdadeiro. Ainda é mais seguro andar nas ruas de Ramallah ou Jerusalém do que nas grandes cidades brasileiras.

É uma vergonha Sres. administradores da falsa sociologia do Brasil!!!

"No Brasil, [...] a fome é um genocídio, não uma fatalidade". Tudo isso numa terra fértil, riqueza e um clima tropical. Comparou o Brasil ao Níger, um dos países mais pobres do mundo, mas fez uma ressalva: ''No Níger há fome porque não há nada, só areia e rocha." 

São 23 milhões de desnutridos no país, sendo que a Igreja Católica aponta 44 milhões e 55 milhões de famintos, respectivamente. Estes dados concluem que no Brasil, um terço da população brasileira é afetada pela subalimentação.

E finaliza: "Uma das coisas que mais o chocaram na viagem foi a superlotação das delegacias policiais. Afirmou ter encontrado mais de 200 jovens delinquentes em uma delegacia, em São Paulo, que tinha capacidade para 20 presos e que muitos deles esperavam até três anos por julgamento. "A Justiça não funciona", concluiu."

CRÍTICA: Quando aparece alguém como o Sr. Ziegler para falar das mazelas do país, nossas autoridades se ofendem e repudiam com veemência. Não entendo, pois ele trabalhou com dados fornecidos pelo próprio governo, e o roteiro de visitas foi acertado com nossas autoridades, tanto que o Maranhão ficou de fora das visitas. Nem precisava visitar, o IBGE já disse tudo sobre o Estado.''

Mas não é só isto que se destaca no Brasil: O serviço escravo, permanece em muitos dos chamados "coronéis de fazenda". é o deputado Inocêncio de Oliveira (PFL-PE), que o diga.

Policiais federais constataram que em sua fazenda no interior do Maranhão, de 8.000 hectares, mantém, além de 2.800 cabeças de gado, 50 trabalhadores rurais em situação considerada semelhante à escravidão. Pois é, é um servidor do povo para mantê-los escravos!