O... "REINO" DAS TORTURAS: 

PARCERIAS DE ROMEU TUMA

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Ver a seguir: Referências

QUAL O SINÔNIMO DE TORTURA?

Da esquerda para direita:

Delegado, Sérgio Paranhos Fleury. (o Al Capone brasileiro! O Delegado da Morte).

Agente, Henrique Perrone. (o tira de confiança).

Delegado, Romeu Tuma (ex-chefe do Serviço Secreto do DOPS, ligado ao SNI).

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A construção de um símbolo do terrorismo de Estado

(Transcrição Parcial)


Fleury não constituiu figura singular. Distinguiu-se precisamente por haver tipificado o policial da época da ditadura militar. Teve a parceria e a colaboração de colegas do mesmo naipe, como Romeu Tuma, Celso Telles, Benedito Nunes Dias, Ivahyr Garcia de Freitas, Fábio Lessa, Edsel Magnotti, Raul Ferreira (vulgo Pudim), Alcides Cintra Bueno Filho (vulgo Porquinho), Valter e Newton Fernandes, Luiz Apolônio (três vezes citado como tio de Delfim Netto), e muitos outros.
Percival de Souza tem o mérito de haver trazido à luz o passado do hoje senador Romeu Tuma, que conseguiu atravessar ignorado os processos judiciais e a literatura memorialística e historiográfica do período da ditadura militar. Como delegado do DOPS e chefe do seu serviço secreto, na época o mais premiado com promoções, Tuma não foi menos responsável do que Fleury pela repressão policial à margem da lei.
Se Tuma procurou ocultar, com esperteza, a 

participação nos crimes da polícia política paulista, o mesmo não se deu com Fleury. Este assumiu superlativamente a função, que cedo lhe atribuíram, de figura simbólica da repressão policial, de expressão mais degradante do terrorismo de Estado. Era preciso que a vida pública caísse ao ponto mais baixo na história nacional, como sucedeu no período da ditadura militar, para que um facínora fosse erguido ao patamar de expoente do regime dominante, glorificado pelos meios de comunicação e credenciado pela intimidade com os círculos mais altos do poder. Sabe-se, e o livro de Percival o confirma, que o sinistro delegado contava com o apoio do Cenimar, órgão de informação da Marinha, e era colaborador de primeira linha do DOI-CODI, o departamento homicida da repressão comandado por oficiais do Exército. Se o delegado do DOPS tinha as qualificações pessoais para o papel que desempenhou, este papel lhe foi confiado pela cúpula militar e civil, da qual recebeu completa cobertura. Pelos crimes do delegado também devem ser responsabilizados Médici, Geisel, Abreu Sodré, Laudo Natel, Paulo Egídio e Paulo Maluf. Com semelhante cobertura, o delegado pôde torturar e assassinar em nome e sob a proteção da lei.

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DESTAQUE ESPECIAL: Referendo-se as torturas praticadas na época da repreensão, o jurista Goffredo da Silva Telles,  declarou que: "Romeu Tuma assinava documentos comprometedores. Os papeis avalizariam versões policiais de que presos mortos sob tortura haviam de suicidado". Os parentes das vítimas também acusavam Tuma de proteger torturadores. 

Silva Telles considerou, então, que o ex-delegado praticou omissão contra a ética e a moral.

Jurista Goffredo da Silva Telles - Folha de São Paulo, 01/10/2000

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- Com a experiência do passado se constrói o futuro

- Documento oficial sobre os mortos e desaparecidos no Araguaia

- Carta aos presos políticos recolhidos ao Presídio de Itamaracá (PE)

- Carta ao Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil

- 25 anos da morte de Vladimir Herzog

- Vala de Perus, um símbolo de resistência

- Relatório da Comissão Especial 261/90

- Arquivos da repressão política desvendam Ditadura

- A história do país, na visão policial

- Controle gerou muita bobagem

- Cabo Anselmo, apenas um traidor

- Primeiro depoimento de José Anselmo dos Santos

- Anselmo conta tudo, com tempo e detalhes

 

Arquivos da repressão política desvendam Ditadura

 

Os arquivos que foram da repressão política desde o começo do século estão no Arquivo Público do Estado, ligado à Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo. São mais de dois milhões de pessoas fichadas pelo extinto DEOPS/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo), órgão da polícia civil de São Paulo, que teve, desde sua criação, a tarefa de bisbilhotar a vida das pessoas que discordavam dos governos de plantão. Grande parte desse acervo é referente a militantes, espionados, perseguidos, presos, torturados e muitas vezes mortos durante as décadas de 60 e 70, pelo enorme esquema de repressão montado pelos governos militares. Mas existe também material de outras épocas da história política do país, desde o ano de 1912.
Esse arquivo esteve sob a guarda do Departamento de Polícia Federal até o ano de 1992, quando uma forte pressão dos movimentos de Direitos Humanos, principalmente dos familiares de desaparecidos, obrigou o governo federal a devolver o acervo ao Estado de São Paulo. Os arquivos passaram 10 anos nas mãos de agentes acusados de participantes do esquema de repressão e torturas, e seu conteúdo ainda está sendo analisado para se ter certeza de que não foi irremediavelmente destruído. O guardião desse material, precioso historicamente, era o delegado Romeu Tuma, hoje Senador, que dirigia a Polícia Federal e destacou Aparecido Laertes Calandra, colega de Tuma dos tempos de repressão e conhecido torturador apelidado de "Capitão Ubirajara", para tomar conta do arquivo. A história desse acervo histórico vem de longe.
Dois dias antes da posse de Franco Montoro, primeiro governador do Estado de São Paulo, eleito democraticamente, em março de 1982, após 18 anos de ditadura, o arquivo e os policiais do DEOPS, integrantes do esquema de repressão militar, passaram para o controle da Polícia Federal, controlada pelo que restava da ditadura militar.

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Referências:

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"Autópsia do medo": Livro do Jornalista Percival de Souza

"Revista Época" de 27 de Novembro de 2000.

"Brasil Nunca Mais" Prefácio de D. Paulo Evaristo. Cardeal Arns.