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Outro lado. O ex-ministro Renan Calheiros rebateu as
acusações de Covas, atacando novamente o filho do governador. "Está demonstrado que ele (Covas) realmente não entende de pivete. Pivete é o tal Zuzinha, uma espécie de chuva ácida que tem provocado a corrosão moral de Covas."
"Ele (Covas) continua fazendo propaganda enganosa de candura, mas quem o conhece sabe que ele não tem limites", afirmou.
O porta-voz da Presidência, Georges Lamazière, afirmou ontem que o presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu a carta do ex-ministro com denúncias contra o governador Covas.
Segundo o porta-voz, FHC encaminhou a carta ao ministro da Justiça, José Carlos Dias, que considerou que não era necessário tomar medidas sobre o assunto.
Tucano quer transferir autuação
da Reportagem Local
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), afirmou que entrará com ação na Justiça para tentar transferir ao governo federal a responsabilidade pela autuação de R$ 2,8 bilhões que a Receita aplicou no Banespa. Segundo Covas, a autuação decorre de atos praticados durante o regime de intervenção federal no banco, decretado em dezembro de 1994 e em vigor até hoje.
"Não estou discutindo a multa, não sei se ela é devida ou não. Meu problema é saber quem a fez", afirmou.
A intervenção federal no Banespa foi decretada na véspera da posse de Covas. Ele disse que, desde então, toda a administração do banco passou para o âmbito do Banco Central e do Ministério da Fazenda.
"Imaginei que essa gente fosse craque e fosse resolver os problemas do banco. Não foi para isso que entraram? Mas eles acabaram criando a maior multa que já se aplicou no país", disse. Para ele, é "óbvio" que a responsabilidade pela autuação é do governo federal
A autuação da Receita complicou ainda mais o processo de privatização do Banespa. Inicialmente prevista para o ano passado, a venda só devera ocorrer no próximo ano.
Outro fator que dificulta a privatização é a dívida de RS 2,7 bilhões da Prefeitura de São Paulo com o Banespa. |