(Revista ISTOÉ, semana 26 de julho de 2000 e Jornal Folha de São Paulo de 22 de julho de 2000)

Foto: Folhateen 24 de julho de 2000
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DIÁLOGOS PARCIAIS DE NICOLAU DOS SANTOS NETO DENUNCIADOS PELA IMPRENSA

Trechos da Reportagem

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  A quebra do sigilo telefônico do juiz Nicolau mostra que ele falava com o senador Romeu Tuma (PFL-SP). Foram, pelo menos, 86 ligações. A comunicação entre ambos foi interrompida em março de 1999, quando esquentava o debate sobre CPI do Judiciário. Fábio Monteiro ligou quatro vezes para o gabinete do senador Tuma.
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  Interlocutor: Nessas horas amargas a gente acaba conhecendo as pessoas. Agora, o que me surpreende são pessoas com passado de autoridade como é o caso do Tuma, que de repente porque ele sai pra prefeito, ou sei lá... Um cara com o caráter dele não vai longe porque se ele faz isso com um, vai fazer com todos.

Nicolau: Todo mundo sabe disso.(...)

Interlocutor: Então, pra ele sair fora daquele problema dele ter participado da revolução, aquele negócio todo...

Nicolau: Ele traiu o pessoal todo. Quando ele foi ser o diretor do Dops... Ele diz que não foi mais diretor do Dops.

Interlocutor: Queimou arquivo. Lembra, queimando arquivo e tudo... Tive uma grande decepção com ele...

Nicolau: Ah, é um mau caráter. Há mais ou menos oito anos, fizemos um jantar com o comandante da área (...) Lira, e alguns generais, o coronel Dalmo, e ele veio. Ele tava conversando com minha mulher, o Murilo, lá na sala de jantar, e o Murilo falou pra minha mulher: o seu marido vai ter muita decepção com esse pilantra. Este menino... este homem não presta. Há oito anos... Minha mulher falava, pô, o que é isso...

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Folha de São Paulo, 31 de julho de 2000

Entrevista parcial: Folha x Monteiro de Barros
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Fábio Monteiro de Barros diz que "quem não briga não conquista nenhum centavo"
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Dono da Incal admite pressão por verba
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Reportagem de Julia Duailibi

  Folha - A Polícia Federal apreendeu no seu Flat um bilhete com uma referência a um senador T, que é interpretado como sendo o senador Romeu Tuma (PFL-SP), sobre a liberação de verba para o fórum.

Monteiro de Barros - Eu estava falando com uma pessoa ao telefone, que me leu o bilhete e eu transcrevi para guardar. É um bilhete do Tuma para o deputado Hélio Rosas (PMDB-SP), coordenador da bancada paulista, dizendo que tinha interesse na inclusão de verba para obra na emenda da bancada paulista. Porque ele não poderia ir à reunião. A pessoa estava com o bilhete e me leu.
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A REZA BRAVA

Jornal AGORA, 13/08/2000 - Foto, Juca Varela

O senador Romeu Tuma, da coligação "Mãos Limpas" (PFL/PMDB), é o candidato que mais fala de suas manias e superstições, apesar de definir-se apenas como "religioso".

Jornal da Tarde, 13/08/2000