OS PODEROSOS CALOTEIROS

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Revista ÉPOCA, Edição nº 146, 05 de Março de 2001

Parcial transcrição

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OS NEGÓCIOS QUE LESARAM MULTIDÕES DE BRASILEIROS!

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A reclusão do falido feliz

FOTO: MAURILO CLARETO

TEXTO: HELÔ REINEKT 

Ricardo Mansur passa o Carnaval encastelado em mansão milionária

O falido Ricardo Mansur continua feliz. o homem que quebrou a Mesbla e o Mappin

Mansur ao se apresentar à Polícia e correndo ao lado do segurança no campo de pólo na mansão que rivaliza em tamanho com a Casa Branca, residência do presidente americano.

Ricardo Mansur

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NAJI ROBERT NAHAS

O paraíso do pirata da bolsa de valores.

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Naji Nahas passeia pelo Atlântico em lancha de meio milhão de dólares

Além de corretoras de valores, Nahas quebrou a confiança no mercado de ações: até hoje a bolsa carioca não se recuperou do estrago. A longa lista de ações e processos na Justiça inclui queixas de outros países, como a França, a Suíça e os Estados Unidos.

A vida do especulador pouco mudou depois do escândalo. Mantém amigos influentes e hábitos caros.

Este é o pirata das Bolsas de valores que zarpou com a sua lança de meio milhão de dólares rumo ao sul.

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FOTO: DENISE ADAMS

Naji Nahas

TEXTO: PAULA PEREIRA

Naji Nahas sorria ao lado do ator Ornar Sharif. Numa de suas fazendas, o empresário Ricardo Mansur aproveitava o recesso do Carnaval para arquitetar grandes negócios: Em Salvador, homenageado pela companhia dos mais ilustres sobrenomes da Bahia, Angelo Calmon de Sá.

O homem que deu um prejuízo de US$ 400 milhões à economia brasileira em 1989 desfruta no litoral paulista a fortuna que ganhou em supostas operações fraudulentas.

o homem que em 1989 quebrou a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, abalou a de São Paulo. Hoje responde por crime contra a economia popular e está enquadrado na Lei do Colarinho-Branco.

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ANGELO CALMON DE SÁ 

FOTO: RAPHAEL FALAVIGNA 

TEXTO: JOÃO LUIZ VIEIRA 

Angelo Calmon de Sá, ex-banqueiro repousa feliz em sua casa de veraneio que mantém na Praia de Gamboa, na Ilha de Itaparica, a 45 minutos de balsa dos trios elétricos. Ex-diretor-presidente do extinto Econômico preferiu ficar distante dos 1.500 ex-funcionários e de l milhão de ex-correntistas do banco que sofreu intervenção federal há seis anos.

Calmon de Sá, 25 anos à frente do Econômico, é réu em 25 processos judiciais. Num deles, foi julgado e condenado a quatro anos de prisão em regime semi-aberto por delito contra o sistema financeiro previsto no Artigo 17 da lei que pune os chamados crimes do colarinho-branco.

Um deles envolve remessas ilegais superiores a US$ 500 milhões para a subsidiária da instituição no paraíso fiscal das Ilhas Cayman.
Angelo Calmon de Sá. Um dos aposentados mais ricos do Brasil. Agora ele espera um acerto com o Banco Central por causa do rombo de US$ 4 bilhões do Econômico, pode somar outros milhões à conta bancária.

Angelo Paim Cunha

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ASSIS PAIM CUNHA

PAULO CÉSAR TEIXEIRA (TEXTO) E MARCO ANTÔNIO REZENDE (FOTO)

Entre dívidas e recordações

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Assis Paim Cunha: Há 20 anos

Assis Paim Cunha, então dono da Financeira Coroa Brastel quebra da empresa, em 1983. Hoje com 73 anos, Paim está encostado na fazenda de 160 hectares em Vassouras.

Ele foi o pivô do maior escândalo financeiro ocorrido no país na década de 80. Aproximadamente 35 mil investidores sofreram um calote que hoje equivaleria a cerca de R$ 250 milhões. Com a intervenção na financeira, que emitira letras de câmbio frias, ruíram o império de US$ l bilhão e a fortuna calculada em US$ 250 milhões. "Virei o maior ladrão do país. Mas não morro sem provar que sou inocente."

Credores batem à porta do ex-milionário Paim Cunha 20 anos depois

LIVRE Paim já cumpriu seis anos de prisão domiciliar, mas continua com todas as propriedades Indisponíveis

Paim foi o dono também da rede Brastel, com 250 lojas e 12 mil empregados. Os bens pessoais - mais de 2 mil imóveis - estão indisponíveis. Incluem uma fazenda de 80 mil hectares no Pará e uma área de 33 mil quilómetros quadrados, perto de Angra dos Reis, que se estende até o pé da Serra da Bocaina.

Assis Paim Cunha: Após 20 anos

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