Folha de São Paulo/Painel, 22 de Setembro de 2000

Fiel Transcrição:

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Terrorismo no Senado

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Alerta irônico de um membro do Conselho de Ética sobre a operação deflagrada pelo PMDB para tentar salvar o mandato de Jader Barbalho: "Para atrasar o processo, é capaz de Ramez Tebet [novo presidente do Senado] pedir depoimento até de Osama bin Laden".

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Folha de São Paulo/Leitores, 22de Setembro de 2001

Fiel Transcrição:

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Terrorismo no Brasil

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"É lastimável presenciar a atenção dedicada pela imprensa brasileira aos atentados terroristas ocorridos em Washington e em Nova York, o que contribui para o esquecimento do terrorismo que acomete o Brasil.

1) Deputados estaduais em Minas Gerais ganham um salário de R$ 17 mil, dos quais R$ 8.000 se destinam a gastos com combustíveis e viagens —sem que precisem comprovar as despesas por meio de notas fiscais. Há ainda estudos para que essa contribuição tenha reajuste mensal ou anual.

2) Funcionários da área de saúde recebem R$ 800 por 40 horas semanais de trabalho.

3) Milhões de crianças não têm as mínimas condições de sobrevivência —sem acesso à educação e à saúde.

4) Mais de 40 universidades federais estão em greve, sendo que 22 mil estudantes estão sem aulas apenas no Estado de Minas Gerais.

5) Bolsa-Escola com valor de R$ 15.

6)...

50)...

100)...

Sendo assim, deveríamos concentrar nossos esforços e nossa atenção na transformação dessa realidade preocupante que existe em nosso país.

Patrícia Coutinho de Souza, graduada em medicina veterinária 

na Universidade Federal de Viçosa (Viçosa, MG)

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TERRORISMO TRIBUTÁRIO

Folha de São Paulo, 21 de Agosto de 2001

Fiel Transcrição:
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J A N l O  D E  F R E l T A S

O custo da apatia
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O PONTO extremo da desarticulação a que chegaram os brasileiros em geral —particularmente, os assalariados, funcionários civis e aposentados— está bem, demonstrado no alheamento absoluto diante de uma questão a que, com justos motivos, todos foram sempre muito sensíveis: o início de votação no Congresso de novo aumento do Imposto de Renda, que neste governo já subiu mais do que em qualquer outro.

Nos últimos cinco anos, a arrecadação do IR, em número redondo, é de 70%. A inflação, no mesmo período, é de 36%, e os salários, que são os maiores pagadores do imposto, praticamente não tiveram correção. Só por ai já se percebe o peso do aumento de IR que caiu sobre o contribuinte. Não só, porém, o contribuinte de sempre, convencional e explicavelmente partícipe do Tesouro Nacional, embora aqui não receba as contrapartidas que lhe são devidas. 

No atual governo, quem ganha cinco salários mínimos está pagando Imposto de Renda. Repito: de Renda. Imposto de Renda sobre miseráveis R$900. Isso é caso único. 

Com o expediente de não aplicar a correção das alíquotas, Pedro Malan/Fernando Henrique tem aumentado, de um ano para outro, o Imposto de Renda de seis milhões de contribuintes. Estão querendo do Congresso, agora, o aumento explícito de certas alíquotas, com peso maior sobre os assalariados de R$ 4 mil para baixo. 

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Ou seja, querem onerar ainda mais a maioria dos que, se aplicada a devida correção das alíquotas, estariam isentos do imposto.

Estória

Relatório da Delegacia de Repressão á Entorpecentes fluminense, obtido pelo repórter Renato Garcia, faz revelações sensacionais. Por exemplo: no Estado entram a cada mês dois carregamentos, de três toneladas cada, de pasta de cocaína, que se transformam em 18 toneladas de droga. As quais são vendidas em três mil pontos.

Convenhamos: é saber muito, para quem prende tão pouco, e só varejista miúdo, favelado que não  faz 

importação nem conduz nas costas as tais seis toneladas de pasta.

A obra-prima

As obras completas do presidente-sociólogo merecem a iniciativa editorial de um acréscimo, ao fim do mandato: o Livrinho Vermelho das Gafes de Fernando Henrique. A mais recente nada deve às anteriores, vale a pena transcrevê-la.

Em apoio à espera Argentina, de ajuda dos EUA, Fernando Henrique disse ao repórteres, no Chile, com o ar suficiente de sempre: "Os Estados Unidos sabem da situação, que é uma situação facilmente irreversível".

O livrinho seria best-seller na certa.

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FolhaOnLine, 16/11/2001 - 07h19

Fiel transcrição:

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Para petista, governo faz "terrorismo"

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da Folha de S.Paulo, em Brasília
O deputado federal Aloizio Mercadante (PT-SP), um dos principais economistas de seu partido, declarou que o "que resta para o governo é fazer terrorismo econômico. Repetem a ditadura, que também ameaçava com desestabilização se houvesse um governo civil".

Para Mercadante, "não há a menor semelhança entre Lula e

  Fernando de la Rúa". O petista diz que "De la Rúa assumiu o governo e se rendeu ao neoliberalismo". O PT, afirma o deputado, "está propondo uma ruptura com esse modelo de governo".
Sobre a representação do Brasil no exterior, Mercadante acha que "ninguém negociou pior os interesses do país do que FHC".
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