OS ‘EQUIVOCOS’ E MENTIRAS DE ROMEU TUMA

               Em conversa telefônica do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, denunciada pela Revista ISTOÉ em 19 de Julho de 2000, aquele juiz aponta algumas denúncias contra o ex-diretor do extinto DOPS durante a repressão, ex-superintendente da P.F. Regional de São Paulo, ex-diretor-geral da Policia Federal e atualmente Senador da República Romeu Tuma destacando: “O caso do grego que denunciou ele, por levar US$ 2 milhões”. Denuncia ainda um outro caso mais antigo:que não saiu negócio de chinês, e continua: Quando deu estouro, foram atras do Tuma (...) que ele mandava fulano procurar passaporte de chineses e ele arrumava (...)

             O interlocutor, com o qual, o ex-juiz mantinha dialogo telefônico, concorda com a exposição do juiz e completa: “Em Brasília, todo mundo sabe a história do doleiro que morreu (...) e era um laranja do Romeu Tuma e que morreu, num assassinato estranho (...)

            Em virtude da denúncia acima exposta, o Jornal “Folha de São Paulo” de 15 de julho publicou uma entrevista com título: “Ex-juiz tem ‘cobertura’ em fitas, diz Tuma”, em pergunta formulada pela jornalista Julia Duailibi: “Quem são os citados na fita, relacionados ao sr.?” O acima citado respondeu: “O grego eu processei, foi preso e condenado... ele fazia grampos telefônicos e queria a retirada dos policiais federais da Galeria Pajé”. (Destaque: Será que um civil pode cancelar, ou alterar, operações rotineiras ou ainda, procedimentos da Polícia Federal? Pois tal argumento, comprova incompetência, comprova mentiras, de autoria do ex-diretor-geral da PF!!!

             Conforme provas registradas em 1987, no 1º Cartório de Registro de Documentos sob nºs: 1697895; 1666758; 1666024; 1667965; 1666516; 1666517; 1666519; 1697894; 1704995; 1697896; 1666759 e outros, principalmente, o de nº 1666518, que se restringe exclusivamente ao inverso da justificativa apresentada por Tuma, sobre a ‘Galeria Pajé’ e apontam os ilícitos que estavam sendo desenvolvidos, pelos subordinados diretos do seu ‘staff’, e de seu conhecimento, quanto diretor-geral da Polícia Federal.

            Além dos documentos acima mencionados, também, em minha declaração no dia 10 de março de 1989, na Procuradoria Geral da República em São Paulo, e perante o Procurador Chefe da mesma, Dr. Antônio Carlos Mendes, acusei o diretor-geral da Polícia Federal Romeu Tuma de não tomar providências com relação ao meu relatório, à ele entregue, que acusava os ilícitos desenvolvidos pelos seus subordinados diretos naquela Galeria e o favorecimento e exploração do contrabando pelos mesmos.

             Ele, inverteu os fatos, procurando ‘saídas’ que possam justificá-lo e favorecê-lo, nos atuais... supostos envolvimentos e acusações, pois a ‘Galeria Pajé, foi uma... “sobrevivência” dos... ‘amigos’ e de seus subordinados!!!

            Realmente, fui processado  com processos de sua autoria (prescritos pela Justiça), industrializados, tramados, ricos em constrangimentos ilegais, com objetivo de acobertar e abafar os inúmeros e potenciais ilícitos. Não por ter cometido algo ilegal, mas sim por ter denunciado e alertado, várias fraudes e falcatruas, as quais tive conhecimento, em virtude da minha especialidade. 

            Processou-me, por pressão do pessoal que denunciei e fui vítima do poder corrupto e impune, com o seu consentimento e das tramas dos seus subordinados imediatos. E como, minhas denúncias atingiam diretamente pessoas de alto comprometimento político, inclusive o próprio Romeu Tuma, fui atacado de forma covarde para descredibilizar-me e esvaziarem a verdade dos fatos, que hoje estão se comprovando, apesar de passados 12 anos.

             E para concluir, não fui grampeador de telefones, mas exatamente ao contrário (conforme alertado ao ex-ministro da Justiça Oscar Dias Corrêa, com carta aberta em 27/04/1989, pois a empresa, na qual fui titular (Secretel, Serviço de Inteligência Científica Ltda.), era de contra-espionagem industrial, onde os serviços de inteligência prestados, eram de anti-grampo. Detectavam-se grampos (com equipamentos especiais, apreendidos em busca planejada e posteriormente criminosamente incinerados, dois anos antes da conclusão dos processos afim de ocultarem a verdadeira finalidade), conforme provam as inúmeras reportagens de toda a imprensa brasileira, como os que foram encontrados no gabinete do ex-presidente João B. de Oliveira Figueiredo, lembram-se? Em inúmeros Governadores. A serviço inclusive do próprio Romeu Tuma, "favorecendo amigos". A serviço da própria Polícia Federal, em operações especiais comandadas pelo delegado Everaldo Tanganelli

            Fui credenciado, inclusive com autorizações e credenciais especiais (emitidas pela direção da Polícia Federal, por ordem do ex-diretor-geral Romeu Tuma, apontado na biografia no site; www.sellinas.com.br, ou clique: "aqui"), a procura no exterior, equipamentos eletrônicos para investigações especiais. 

            Foram detectados pelas equipes especializadas da empresa acima citada, equipamentos de espionagem em entidades suspeitas de crimes e ilícitos (em conjunto com os responsáveis do setor de Operações Especiais da Polícia Federal), como o famoso escândalo do INAMPS (atualmente INSS), o escândalo BANESPA e inúmeros outros. Foram oferecidas aulas de contra-espionagem ao grupo anti-seqüestro, selecionado e organizado pelo respeitadíssimo e competente delegado da Polícia Civil Dr. Jorge Henry Milard.

              A natureza é Sábia e a verdade sempre vem a tona!

Georges P. Sellinas

Conheça as chocantes tramas